30.3.2026 1. Crédito ampliado ao setor não financeiro Em fevereiro, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$21,0 trilhões (163,7% do PIB), com expansão mensal de 1,1%. Esse resultado refletiu, principalmente, os aumentos de 2,0% nos títulos públicos e nos títulos privados de dívida. Em doze meses, o crédito ampliado cresceu 11,8%, prevalecendo as elevações dos títulos públicos de dívida (+17,2%), dos empréstimos do SFN (+9,5%) e dos títulos privados de dívida (+18,5%). O crédito ampliado às empresas atingiu R$7,0 trilhões em fevereiro (54,4% do PIB), com expansão mensal de 0,2%, resultado da elevação nos títulos privados de dívida (+2,0%) e da diminuição nos empréstimos externos (-0,9%), impactados pela apreciação cambial de 1,54% no mês. Comparativamente a fevereiro de 2025, a expansão de 5,8% do crédito ampliado às empresas, resultou, principalmente, dos aumentos de 18,5% em títulos privados de dívida e de 7,4% em empréstimos do SFN. 2. Operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) O estoque das operações de crédito do SFN alcançou R$7,1 trilhões em fevereiro, assinalando crescimento mensal de 0,4%(+0,6% no crédito às famílias, estabilidade no crédito às empresas, com saldos respectivos de R$4,5 trilhões e R$2,7 trilhões). Em doze meses, o crédito apresentou menor ritmo de crescimento, com acréscimo de 9,6% ante 10,1% até janeiro deste ano. Na mesma base de comparação, variações de 7,1% ante 8,3%, no crédito às pessoas jurídicas, e de 11,2% Saldos de crédito - Variação em 12 meses 14 ante 11,3%, no crédito às pessoas físicas. 12 O crédito com recursos livres cresceu 0,1% no mês e 7,7% 10 em doze meses, totalizando R$4,1 trilhões. No crédito % 8 livre às empresas, o estoque de R$1,6 trilhão, diminuiu 6 0,3% no mês e avançou 0,9% em doze meses. Foram 4 determinantes as reduções fev 24 out 24 out 25 fev 25 fev 26 jun 24 ago 24 jun 25 ago 25 abr 25 abr 24 dez 24 dez 25 em desconto de duplicatas e outros recebíveis (-2,2%), Total Livre Direcionado antecipação de faturas de cartão de crédito (-1,5%) e de financiamento às exportações (-0,8%). No crédito às famílias, saldo de R$2,5 trilhões, com incrementos de 0,3% no mês e de 12,6% em dozes meses. No crédito às pessoas físicas, avanço disseminado entre as principais modalidades, com destaque para crédito consignado privado (+5,9%), aquisição de veículos (+1,3%), crédito pessoal não consignado (+1,2%) e crédito consignado para beneficiários do INSS (+1,5%). No cartão de crédito à vista, redução de 2,9%, influenciada pela ocorrência de três dias úteis a menos no mês em relação ao mês anterior. Nota para a Imprensa – 30.3.2026 O estoque de crédito direcionado alcançou R$3,1 trilhões em fevereiro, com incrementos de 0,8% no mês e de 12,2% em doze meses. O crédito direcionado às empresas alcançou R$1,1 trilhão, com altas de 0,6% no mês e de 17,7% em doze meses. Na mesma ordem, o crédito direcionado às famílias aumentou 0,9% e 9,5%, atingindo R$2,0 trilhões, com destaque para a expansão da carteira de financiamento imobiliário com taxas reguladas (+0,8%). As concessões nominais Concessões de crédito somaram R$602,3 bilhões 850 em fevereiro. Com ajuste 800 sazonal, as novas 750 contratações recuaram 700 0,5% no mês, com R$ bilhões 650 diminuição de 1,9% nas operações com pessoas 600 jurídicas e aumento de 550 0,3% nas operações com 500 pessoas físicas. No 450 acumulado em doze meses fev 24 ago 24 dez 24 ago 25 dez 25 jun 24 fev 25 out 24 jun 25 fev 26 out 25 abr 25 abr 24 até fevereiro de 2026, as concessões nominais Dessazonalizado Nominal cresceram 8,2%, sendo 8,1% no crédito às empresas e 8,3% no crédito às famílias. A taxa média de juros das concessões avançou 0,3 p.p. no mês e 2,6 p.p. em doze meses, situando-se em 33,0% a.a. O spread bancário alcançou 22,1 p.p., com acréscimo mensal de 0,5 p.p. e de 2,8 p.p. em doze meses. No crédito com recursos livres, a taxa média de juros alcançou 48,6% a.a. em fevereiro, com altas de 0,8 p.p. no mês e de 4,7 p.p. em doze meses. Nas operações com as empresas, a taxa média de juros alcançou 24,9% a.a., com redução de 0,1 p.p. no mês e aumento de 1,1 p.p. em doze meses, tendo sido predominante o efeito da variação das taxas médias (efeito taxa), em relação à alteração da composição das carteiras (efeito saldo). Foi determinante para esse resultado, a redução da taxa média de juros do capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-3,1%). No crédito livre às famílias, taxa média de juros de 62,0% a.a., com avanços de 1,0 p.p. no mês e de 5,4 p.p. em doze meses, com predominância do efeito da variação das carteiras (efeito saldo) em relação ao das taxas (efeito taxa). Destacou-se a elevação da taxa média das operações de cartão de crédito rotativo (+11,4 p.p.). Nota para a Imprensa – 30.3.2026 Crédito com Recursos Livres Taxas médias de juros (% a.a.) Variações mensais (p.p.) Efeito jan/26 fev/26 Efeito Saldo Total Taxa Pessoa Física 61,0 62,0 0,0 1,0 1,0 Pessoa Jurídica 25,0 24,9 -0,2 0,1 -0,1 Total 47,8 48,6 -0,1 0,9 0,8 O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, atingiu 24,2% a.a. em fevereiro, com elevações de 0,3 p.p. no mês e de 1,9 p.p. em 12 meses. A inadimplência da carteira de crédito total do SFN aumentou 0,2 p.p. no mês, alcançando 4,3%, com avanços de 0,2 p.p. na inadimplência de pessoas jurídicas e de pessoas físicas, situadas em 2,6% e 5,2%, respectivamente. No crédito com recursos livres, a inadimplência aumentou 0,2 p.p no mês, alcançando 5,5%, com aumentos equivalentes nas carteiras de pessoas jurídicas e de pessoas físicas. O endividamento das famílias situou-se em 49,7% em janeiro, permanecendo estável no mês e aumentando 1,1 p.p. em doze meses. O comprometimento de renda subiu 0,1 p.p. no mês e 1,6 p.p em doze meses, alcançando 29,3%. 3. Agregados monetários A base monetária totalizou R$449,2 bilhões, com redução de 0,3% no mês e crescimento de 1,9% em doze meses. No mês, o volume de papel-moeda em circulação cresceu 0,3%, enquanto as reservas bancárias diminuíram 2,4%. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, atuaram no sentido contracionista, as operações do Tesouro Nacional, R$38,7 bilhões, e as operações com derivativos, R$8,1 bilhões. Do lado expansionista, operações do setor externo, R$17,4 bilhões, operações com títulos públicos federais, R$5,7 bilhões (colocações líquidas de R$101,7 bilhões no mercado primário e compras liquidas de R$107,4 bilhões no mercado secundário) e depósitos de instituições financeiras, R$26,4 bilhões (liberações de recolhimentos de recursos de caderneta de poupança, +R$3 bilhões, de depósitos a prazo em espécie, +R$6,4 bilhões, de depósitos voluntários a prazo, +R$16,3 bilhões, e de depósitos de garantias em espécie vinculadas a Linhas Financeiras de Liquidez – LFL, +R$479 milhões). Os meios de pagamento restritos (M1) alcançaram R$624,8 bilhões, decréscimo de 2,3%, decorrente do aumento de 0,3% do papel-moeda em poder de público e da retração dos depósitos à vista em 4,8%. Considerando-se dados dessazonalizados, o M1 recuou 2,6% no mês de fevereiro. Os M2, saldo de R$7,3 trilhões, recuou 0,2% em fevereiro, resultado do decréscimo no M1. Os saldos dos títulos privados emitidos por instituições financeiras e dos depósitos a prazo, que totalizaram, Nota para a Imprensa – 30.3.2026 respectivamente, R$5,7 trilhões e R$3,6 trilhões, mantiveram-se estáveis no período. O saldo da poupança contraiu 0,1%, após registrar captações líquidas negativas de R$6,6 bilhões. O saldo das letras financeiras (R$ 690 bilhões) avançou 0,3%, enquanto o saldo das letras de crédito (R$ 1,1 trilhão) contraiu 0,2%. O M3 cresceu 0,4% no mês, totalizando R$13,3 trilhões, refletindo o aumento de 1,4% no saldo das quotas de fundos monetários, que totalizou R$5,8 trilhões, em fevereiro. As operações compromissadas com títulos públicos e privados seguiram tendência inversa e contraíram, respectivamente, 5,7% e 3,0%. O M4 avançou 0,4% no mês, totalizando R$14,8 trilhões, refletindo a expansão do M3, bem como o crescimento de 0,6% no saldo dos títulos federais em poder do público residente (R$ 1,5 trilhão). Em 12 meses, variação de 9,4%. Nota para a Imprensa – 30.3.2026