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source: Banco Central do Brasil (Central Bank of Brazil)
url: https://www.bcb.gov.br/content/estatisticas/hist_estatisticassetorexterno/202604_Texto_de_estatisticas_do_setor_externo.pdf
document_type: pdf
date_retrieved: 2026-04-24T11:45:27Z
period: March 2026
parent_publication: Estatísticas do setor externo (External Sector Statistics) — Nota para a Imprensa
indicators_covered:
  - Foreign Direct Investment (Investimento Direto no País, IDP)
  - Current Account (Transações Correntes)
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# Estatísticas do setor externo — Nota para a Imprensa (24.04.2026)

24.04.2026

1. Balanço de pagamentos
As transações correntes do balanço
de pagamentos foram deficitárias
em US$6,0 bilhões em março de
2026, ante déficit de US$2,9 bilhões
em março de 2025. Na comparação
interanual, o aumento no déficit
decorreu, principalmente,
da
redução de US$1,6 bilhão no
superávit comercial de bens e dos
aumentos nos déficits em renda
primária, US$1,1 bilhão, e serviços,
US$0,6 bilhão. O superávit em
renda secundária cresceu US$0,2
bilhão. O déficit em transações
correntes
nos
doze
meses
encerrados em março de 2026
somou US$64,3 bilhões (2,71% do PIB), ante US$61,2 bilhões (2,61% do PIB) no mês anterior.
O superávit da balança comercial de bens atingiu US$5,6 bilhões em março de 2026, ante US$7,2 bilhões
em março de 2025. As exportações de bens totalizaram US$31,7 bilhões, aumento de 9,5% na
comparação interanual, e as importações de bens, US$26,1 bilhões, elevação de 19,9%.
O déficit na conta de serviços
totalizou US$4,8 bilhões em
março de 2026, ante US$4,2
bilhões em março de 2025.
Houve aumentos das despesas
líquidas em telecomunicação,
computação e informações
(27,4%), totalizando US$0,9
bilhão;
em
serviços
de
propriedade intelectual (9,2%),
somando US$1,2 bilhão; e nas
despesas líquidas de transporte
(7,5%), para US$1,2 bilhão. As
receitas líquidas de outros
serviços de negócio aumentaram
53,0%, somando US$0,7 bilhão.
As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$1,1 bilhão, 68,3% superiores às de março
de 2025, com receitas estáveis, US$0,9 bilhão, e aumento de 27,8% nas despesas, de US$1,6 bilhão para
US$2,0 bilhões.
Nota para a Imprensa – 24.04.2026

O déficit em renda primária somou US$7,4 bilhões em março de 2026, aumento de 17,8%
comparativamente ao déficit de US$6,3 bilhões em março de 2025. As despesas líquidas com juros
alcançaram US$2,6 bilhões, elevação de 33,5%, preponderando as maiores despesas brutas em operações
intercompanhia. As despesas líquidas com lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em
carteira, totalizaram US$4,8 bilhões, aumento de 10,7%. Houve redução de US$0,3 bilhão nas receitas,
para US$1,6 bilhão, e aumento de US$0,2 bilhão nas despesas, para US$6,4 bilhões.
Os investimentos diretos no país
(IDP) registraram ingressos
líquidos de US$6,0 bilhões em
março de 2026, ante US$6,3
bilhões em março de 2025. Os
ingressos
líquidos
em
participação no capital - total
somaram US$4,3 bilhões, sendo
US$1,2 bilhão em participação no
capital (exceto reinvestimento
de lucros) e US$3,2 bilhões em
reinvestimento de lucros. As
operações
intercompanhia
registraram ingressos líquidos de
US$1,7 bilhão. O IDP acumulado
em 12 meses somou US$75,7
bilhões (3,18% do PIB) em março de 2026, ante US$75,9 bilhões (3,24% do PIB) em fevereiro de 2026 e
US$74,1 bilhões (3,45% do PIB) em relação a março de 2025.
Os investimentos em carteira no
mercado doméstico registraram,
em março de 2026, saídas líquidas
de US$2,9 bilhões, dos quais
US$0,4 bilhão em ações e fundos
de investimento e US$2,5 bilhões
em títulos de dívida. Nos doze
meses encerrados em março de
2026, os investimentos em
carteira no mercado doméstico
somaram ingressos líquidos de
US$28,4 bilhões, ante ingressos
líquidos de US$29,5 bilhões nos
doze meses encerrados em
fevereiro de 2026 e saídas
líquidas de US$6,8 bilhões no acumulado em 12 meses até março de 2025.
Nota para a Imprensa – 24.04.2026

2. Reservas internacionais
As reservas internacionais somaram US$362,0 bilhões em março de 2026, redução de US$9,1 bilhões em
relação ao mês anterior. Contribuíram para a redução do estoque de reservas a variação por paridades,
US$5,2 bilhões; a variação por preços, US$3,0 bilhões; e vendas no mercado à vista, US$2,0 bilhões. A
receita de juros somou US$801 milhões.
3. Revisão metodológica extraordinária das estatísticas do setor externo: receitas de viagens
internacionais
A Política de Revisão das Estatísticas Econômicas Oficiais Compiladas pelo Departamento de Estatísticas
(DSTAT) do Banco Central do Brasil (3ª edição, de junho de 2023) prevê revisões metodológicas em casos
de melhorias na metodologia de estimação de variáveis específicas. Revisões extraordinárias também são
previstas e ocorrem quando da disponibilização extraordinária de dados, adoção de novas fontes de
informações e consequentes atualizações no processo de compilação.
Em fevereiro de 2025 foi realizada revisão metodológica extraordinária das despesas de viagens
internacionais, que compreendeu tanto aprimoramentos na metodologia de estimação estatística quanto
adoção de novas fontes de informações. Nesta Nota para a Imprensa, completa-se o processo iniciado
com aquela revisão por meio da inclusão de novas fontes de informação e de nova metodologia de
compilação para as receitas de viagens internacionais.
A revisão abrange o período de outubro de 2023 a fevereiro de 2026 e consiste na reclassificação,
principalmente para receitas de viagens internacionais, de transações anteriormente registradas na Conta
Financeira – Outros investimentos – Moedas e depósitos. A modernização da legislação cambial, com a
Lei nº 14.286, de 30 de dezembro de 2021, alterou a prestação de informações relacionadas a transações
realizadas por meio de contas de titulares não residentes denominadas em reais. Os contratos de câmbio
com a finalidade “Depósitos” permaneceram obrigatórios para operações envolvendo moeda estrangeira,
mas as movimentações em moeda doméstica – por exemplo entre contas de não residentes e de
residentes - deixaram de exigir a identificação da finalidade, no caso de operações próprias. Com essa
alteração, novos arranjos de liquidação de transações passaram a ser utilizados por parte da indústria de
cartões. No arranjo anterior, havia contratos de câmbio na finalidade “Cartões” entre a empresa não
residente emissora de cartões (que agregava os pagamentos efetuados pelos diversos viajantes não
residentes) e a empresa residente emissora de cartões, as duas do mesmo grupo econômico, com
posterior distribuição da moeda doméstica aos lojistas residentes. No novo arranjo, há apenas contratos
de câmbio na finalidade “Depósitos”, em que o emissor não residente alimenta diretamente sua conta
em moeda nacional no Brasil. Assim, parte dos fluxos financeiros relativos à utilização de cartões passou
a ser registrada com a finalidade de constituição de depósitos.
Informações adicionais dos contratos de câmbio, além do código de finalidade, e informações fornecidas
diretamente por participantes do mercado de cartões, permitiram identificar que essas transações em
depósitos se referiam, em sua natureza econômica, à conta de viagens internacionais. Com a revisão,
transações anteriormente classificadas como constituição de depósitos no Brasil por não residentes
Nota para a Imprensa – 24.04.2026

passam a figurar nas estatísticas do balanço de pagamentos como receitas de viagens internacionais fruto
de gastos realizados no Brasil por viajantes não residentes. Adicionalmente, pequena parcela das
transações que cursaram pelas contas em moeda doméstica de empresas não residentes emissoras de
cartões foi reclassificada para serviços financeiros e despesas de viagens internacionais.
iagens

eceita bruta

,
,
,

,
D bilhões

,

,

,

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,

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,
,

Com a revisão, as receitas brutas de viagens
aumentaram US$0,1 bilhão em 2023, US$1,1
bilhão em 2024, US$2,6 bilhões em 2025 e
US$0,9 bilhão nos dois primeiros meses de
2026. A revisão das despesas brutas de
viagens
internacionais
foi
residual,
acumulando US$0,6 bilhão entre 2023 e
fevereiro de 2026.

,

,
,

jan fev
ntes da revisão

D

pós a revisão

cit em ransações Correntes acumulado em

meses

,
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,
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jan
fev
mar
abr
mai
jun
jul
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set
out
nov
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mai
jun
jul
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set
out
nov
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mar
abr
mai
jun
jul
ago
set
out
nov
de
jan
fev

do

,

O déficit em transações correntes nos doze
meses encerrados em fevereiro de 2026 foi
revisto de 2,71% do PIB para 2,61% do PIB,
sobretudo em razão de menores despesas
líquidas em viagens.

ntes da revisão

pós a revisão

Adicionalmente, nas estatísticas de 2026 foi
incorporada a atualização de dados de
exportações e importações divulgados pela
Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com
redução de US$0,3 bilhão no superávit
comercial.

Nota para a Imprensa – 24.04.2026

4. Parciais
As parciais do câmbio contratado para o mês de abril, até o dia 20, são apresentadas na tabela a seguir:
Câmbio contratado e posição de câmbio no mercado à vista
Período
Comercial
Exportação
Total
AdiantaPagamento Demais
mento de
antecipado
contrato de de
câmbio
exportação
(ACC)
(PA)
Abr 2026 até
dia 20

13 949

1 444

3 772

1/

Importação

8 733

13 415

Saldo

535

Saldo

Financeiro
Compras Vendas

33 318

Saldo

37 974

- 4 656

USD milhões
Posição
de câmbio

- 4 121

2/

- 40 322

1/ Excl ui opera ções do i nterba ncá ri o e opera ções externa s do Ba nco Centra l .
2/ - = vendi da ; + = compra da . Refl ete contra ta ções de câ mbi o no merca do à vi s ta , e nã o é a feta da por l i qui da ções .

Nota para a Imprensa – 24.04.2026

